Como deve se comportar a igreja nas Eleições, em meio a tantas crises de corrupções políticas? Reportemo-nos aos cativeiros assírio e babilônico, sobre os israelitas.
Em 722 a.C., Sargão I, rei da Assíria, levou para o cativeiro as dez tribos que eram reunidas como Reino do Norte e trazendo para essa região assírios e pessoas de outras nações, formando uma “miscigenação”. O Reino do Norte nunca mais se firmou como nação, até os nossos dias, com as guerras da Palestina. Por que desapareceu o Reino do Norte? Porque faltaram intercessores diante de Deus e profetas que falassem a essas dez tribos de Israel.
Diferentemente aconteceu às duas tribos do Reino do Sul que, levados para o cativeiro babilônico em 605 a.C., regressaram setenta anos depois para Jerusalém e se firmaram como nação. Por que o Reino do Sul voltou a se firmar como nação? É que, em Babilônia, os judeus clamavam a Deus e surgiram excelentes profetas, como Daniel, Ezequiel e Ageu. A diferença é oração em crise política: “procurai a paz da cidade para onde vos fiz transportar; e orai por ela ao Senhor, porque, na sua paz, vós tereis paz” – Jeremias 29:07.
Interessante é observar que, quando aqueles judeus oravam e profetizavam no cativeiro babilônico, estavam subordinados a Nabucodonozor e Beltessazar, que eram por demais ímpios. Tanto que Nabucodonozor comeu capim e Beltessazar morreu violentamente, ambos debaixo do castigo divino. Nesse clima, os judeus tinham que orar e profetizar.
Quando Paulo trata dos deveres e intercessões a Deus, em favor das autoridades, conforme Romanos 13:01-07 e 1 Timóteo 2:01-04, homens ímpios e maus eram os governantes. Eram tantas as perseguições das autoridades sobre a igreja primitiva que os irmãos em Jerusalém tiveram que fugir para outras regiões distantes. Estevam foi apedrejado, Bartolomeu foi esfolado vivo, Tiago e Paulo foram degolados, Pedro foi crucificado de cabeça para baixo. Nesse ambiente de tantas crises e perseguições, o que tinham que fazer as igrejas? Clamar a Deus e respeitar as autoridades.
Estamos em ano de eleições, vivendo todos nós, brasileiros, em tempos de indescritíveis e vergonhosas corrupções políticas. O que todas as igrejas, aqui no Brasil, devem fazer? Clamar a Deus pelas autoridades, respeita-las e cumprir seus deveres de cidadãos exemplares, inclusive com o voto consciente.
Peçamos a Deus responsabilidade e coragem para agir assim!
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